cabecalho

São Paulo, 31 de maio de 2021.

Caros Padres, Diáconos, Seminaristas, Religiosos, Religiosas, Agentes de Pastoral e fiéis da Diocese de São Miguel Paulista,

Paz e Bem!

“Eu sou o pão vivo descido do céu; quem come deste pão sempre há de viver”! (Jo 6,51)

No próximo dia três de junho, a Igreja celebra a Solenidade do Santíssimo Sacramento do Corpo e Sangue de Cristo, Corpus Christi. Podemos considerar esta solenidade como um prolongamento da Quinta-feira Santa, que comemora a presença de Cristo em sua Igreja como “sacrifício Eucarístico de seu Corpo e Sangue, memorial de sua Morte e Ressurreição: sacramento de piedade, sinal de unidade, vínculo de caridade, banquete pascal em que Cristo nos é comunicado em alimento, o espírito é repleto de graça e nos é dado o penhor da futura glória” (SC 47).  

Pelo segundo ano consecutivo, em decorrência da pandemia do coronavírus, estamos impedidos de realizar a concentração diocesana e a procissão com o Santíssimo Sacramento pelas ruas de nossa diocese, testemunhando publicamente nossa fé na presença real de Jesus Cristo na Hóstia Consagrada.

Embora não seja feriado, é dia santo. Exorto a todos para que em suas paróquias e comunidades, respeitando os protocolos das autoridades sanitárias, procurem celebrar esta data com todo o fervor e piedade, aprofundando a reflexão sobre a grandeza do Mistério Eucarístico, presença real de Jesus Cristo entre nós.

Jesus se doa inteiramente a cada um de nós para nos ensinar a doação a nossos irmãos. Quem comunga do Corpo e Sangue de Jesus não pode isolar-se. Jesus entra em comunhão conosco para que entremos em comunhão com nossos irmãos e irmãs.

Neste tempo de pandemia, quando temos milhões de pessoas desempregadas, passando fome, frio, sendo despejadas de suas moradias por falta de pagamento, não podemos ficar tranquilos. Presenciamos muitos gestos de solidariedade e partilha, embora ainda haja muita indiferença. A fome existe não por falta de alimento; o frio, não por falta de agasalho; a falta de moradia, não por falta de casas: tudo é fruto da ganância, da falta de solidariedade e de políticas públicas excludentes.

Que neste ano, nosso testemunho público de Fé em Jesus Eucarístico, no lugar da procissão, seja um Testemunho de Solidariedade para com aqueles que mais estão sofrendo com esta pandemia, os pobres. “Tudo o que fizerdes ao menor dos meus irmãos é a mim que o fazeis” (Mt 25,40).

Fraternalmente, em Cristo Jesus,

Dom Manuel Parrado Carral
Bispo Diocesano de São Miguel Paulista
(acesse aqui a Mensagem assinada)