Para CNBB, Reforma da Previdência “escolhe o caminho da exclusão social”

2017 03 CONSEP CNBB

A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou, nesta quinta-feira, dia 23 de março, uma nota sobre a Reforma da Previdência. No texto, aprovado pelo Conselho Permanente da entidade, os bispos elencam alguns pontos da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016, considerando que a mesma “escolhe o caminho da exclusão social” e convocam os cristãos e pessoas de boa vontade “a se mobilizarem para buscar o melhor para o povo brasileiro, principalmente os mais fragilizados”.

Em entrevista coletiva à imprensa, também foram apresentadas outras duas notas. Uma sobre o foro privilegiado e outra em defesa da isenção das instituições filantrópicas. Na ocasião, a Presidência da CNBB falou das atividades e temas de discussão durante a reunião do Conselho Permanente, que teve início na terça-feira, dia 21 de março e terminou no fim da manhã desta quinta, 23 de março.

Apreensão
Na nota sobre a PEC 287, a CNBB manifesta apreensão com relação ao projeto do Poder Executivo em tramitação no Congresso Nacional. “A previdência não é uma concessão governamental ou um privilégio. Os direitos Sociais no Brasil foram conquistados com intensa participação democrática; qualquer ameaça a eles merece imediato repúdio”, salientam os bispos.

O Governo Federal argumenta que há um déficit previdenciário, justificativa questionada por entidades, parlamentares e até contestadas levando em consideração informações divulgadas por outros governamentais. Neste sentido, os bispos afirmam não ser possível “encaminhar solução de assunto tão complexo com informações inseguras, desencontradas e contraditórias”.

A entidade valorizou iniciativas que visam conhecer a real situação do sistema previdenciário brasileiro com envolvimento da sociedade.

Clique aqui para ver a íntegra da nota.

Fonte: CNBB

Mensagem do Papa Francisco aos fiéis brasileiros por ocasião da Campanha da Fraternidade de 2017

 PapaFranciscoQueridos irmãos e irmãs do Brasil!

Desejo me unir a vocês na Campanha da Fraternidade que, neste ano de 2017, tem como tema “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida”, lhes animando a ampliar a consciência de que o desafio global, pelo qual toda a humanidade passa, exige o envolvimento de cada pessoa juntamente com a atuação de cada comunidade local, como aliás enfatizei em diversos pontos na Encíclica Laudato Si’, sobre o cuidado de nossa casa comum.

O criador foi pródigo com o Brasil. Concedeu-lhe uma diversidade de biomas que lhe confere extraordinária beleza. Mas, infelizmente, os sinais da agressão à criação e da degradação da natureza também estão presentes. Entre vocês, a Igreja tem sido uma voz profética no respeito e no cuidado com o meio ambiente e com os pobres. Não apenas tem chamado a atenção para os desafios e problemas ecológicos, como tem apontado suas causas e, principalmente, tem apontado caminhos para a sua superação. Entre tantas iniciativas e ações, me apraz recordar que já em 1979, a Campanha da Fraternidade que teve por tema “Por um mundo mais humano” assumiu o lema: “Preserve o que é de todos”. Assim, já naquele ano a CNBB apresentava à sociedade brasileira sua preocupação com as questões ambientais e com o comportamento humano com relação aos dons da criação.

O objetivo da Campanha da Fraternidade deste ano, inspirado na passagem do Livro do Gênesis (cf. Gn 2,15), é cuidar da criação, de modo especial dos biomas brasileiros, dons de Deus, e promover relações fraternas com a vida e a cultura dos povos, à luz do Evangelho. Como “não podemos deixar de considerar os efeitos da degradação ambiental, do modelo atual de desenvolvimento e da cultura do descarte sobre a vida das pessoas” (LS, 43), esta Campanha convida a contemplar, admirar, agradecer e respeitar a diversidade natural que se manifesta nos diversos biomas do Brasil – um verdadeiro dom de Deus - através da promoção de relações respeitosas com a vida e a cultura dos povos que neles vivem. Este é, precisamente, um dos maiores desafios em todas as partes da terra, até porque as degradações do ambiente são sempre acompanhadas pelas injustiças sociais.

Os povos originários de cada bioma ou que tradicionalmente neles vivem nos oferecem um exemplo claro de como a convivência com a criação pode ser respeitosa, portadora de plenitude e misericordiosa. Por isso, é necessário conhecer e aprender com esses povos e suas relações com a natureza. Assim, será possível encontrar um modelo de sustentabilidade que possa ser uma alternativa ao afã desenfreado pelo lucro que exaure os recursos naturais e agride a dignidade dos pobres.

Todos os anos, a Campanha da Fraternidade acontece no tempo forte da Quaresma. Trata-se de um convite a viver com mais consciência e determinação a espiritualidade pascal. A comunhão na Páscoa de Jesus Cristo é capaz de suscitar a conversão permanente e integral, que é, ao mesmo tempo, pessoal, comunitária, social e ecológica. Reafirmo, assim, o que recordei por ocasião do Ano santo Extraordinário: a misericórdia exige “restituir dignidade àqueles que dela se viram privados” (Misericordiae vultus, 16). Uma pessoa de fé que celebra na Páscoa a vitória da vida sobre a morte, ao tomar consciência da situação de agressão à criação de Deus em cada um dos biomas brasileiros, não poderá ficar indiferente.

Desejo a todos uma fecunda caminhada quaresmal e peço a Deus que a Campanha da Fraternidade 2017 atinja seus objetivos. Invocando a companhia e a proteção de Nossa Senhora Aparecida sobre todo o povo brasileiro, particularmente neste Ano mariano, concedo uma especial Bênção Apostólica e peço que não deixem de rezar por mim.

Vaticano, 15 de fevereiro de 2017.

Franciscus PP.

 

Diocese abre Campanha da Fraternidade - 2017

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Em celebração da Palavra presidida por Dom Manuel Parrado Carral, bispo diocesano, com a presença do bispo emérito, grande número de sacerdotes, diáconos, religiosos, religiosas, seminaristas e representação leiga das nossas paróquias e comunidades, a Diocese de São Miguel Paulista abriu a Campanha da Fraternidade no dia 05 de março, domingo, às 15h00, na Catedral de São Miguel Arcanjo.

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A celebração da Palavra usando o método do Ver, Julgar, Agir, apresentou um resumo do texto base que tem por tema: Fraternidade: Biomas brasileiros e defesa da Vida e o lema: “Cultivar e guardar a criação” (Gn 2,15). A Bíblia Sagrada foi introduzida por um grupo de jovens em procissão fazendo coreografias sobre o Evangelho a ser proclamado.

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Em sua homilia, o bispo diocesano, destacou três pontos: 1. Vivenciar a espiritualidade quaresmal intensificando a vida de oração, de jejum e a prática da caridade; 2. “Cuidar e guardar a Criação” com atitudes que protejam o meio ambiente; 3. Ter presente que “a penitência do tempo quaresmal não seja somente interna e individual, mas também externa e social” (SC- 110).

Campanha da Fraternidade de 2017

Tema: Fraternidade: Biomas brasileiros e defesa da vida
Lema: “ Cultivar e guardar a criação” (Gn 2,15)

A Campanha da Fraternidade de 2017, na continuidade da CF/2016: “Casa Comum nossa responsabilidade” e na direção indicada pela carta encíclica do Papa Francisco Laudato Si, nos propõe, para a quaresma de 2017, refletir o tema: ‘Fraternidade: Biomas brasileiros e defesa da vida’iluminado pelo lema: “Cultivar e guardar a criação” (Gn 2,15).

Que são biomas? Biomas são conjuntos de ecossistemas, terrestres e aquáticos, com características semelhantes dispostos em uma mesma região e que, historicamente, sofreram as mesmas influencias nos processos de formação. São lugares que Deus criou especialmente para as espécies que ali podem viver e conviver. No Brasil distinguimos seis (06) biomas: Bioma Amazônico, Bioma da Caatinga, Bioma do Cerrado, Bioma da Mata Atlântica, Bioma dos Pampas e Bioma do Pantanal.

Exorto os fiéis a refletirem o tema da Campanha da Fraternidade durante os exercícios quaresmais, nos grupos de oração, nos círculos bíblicos, nos encontros das pastorais e movimentos, e a contemplarem em cada bioma o amor de Deus Trindade que se transborda na criação. Em cada bioma, com carinho de Pai, Deus colocou todos os elementos necessários para a sobrevivência dos seres que ali vivem. Infelizmente, o homem em sua ação depredatória, em busca de poder e riquezas,no decorrer da história e, de forma mais devastadora, em nossos dias,comprometeu o equilíbrio dos biomas e consequentemente a qualidade de vida na região.

O Papa Francisco escreve: “Não podemos defender uma espiritualidade que esqueça Deus todo-poderoso e criador. Neste caso, acabaríamos por adorar outros poderes do mundo, ou colocar-nos-íamos no lugar do Senhor chegando à pretensão de espezinhar sem limites a realidade criada por Ele. A melhor maneira de colocar o ser humano no seu lugar e acabar com a sua pretensão de ser dominador absoluto da terra, é voltar a propor a figura de um Pai criador e único dono do mundo; caso contrário, o ser humano tenderá sempre a querer impor à realidade as suas próprias leis e interesses”. (Laudato Si – 75)

Celebrando o Ano Mariano, peçamos a intercessão de Maria, a Mãe Aparecida, para que nesta quaresma, iluminados pelo lema da Campanha da Fraternidade “Cultivar e guardar a criação”, realizemos uma verdadeira mudança de atitudes, uma metanóia para que este canto se torne realidade:

Que entre nós cresça uma nova ecologia (cf LS, cap.IV),
onde a pessoa, a natureza, a vida, enfim,
possam cantar na mais perfeita sinfonia
ao Criador que faz da terra o seu jardim.


Dom Manuel Parrado Carral

22º Encontro Ampliado das Pastorais do SP2

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No último dia 18 de fevereiro, sábado, aconteceu na Cúria Diocesana de Santo Amaro, das 8h às 13h30, o 22º encontro ampliado das pastorais do Sub-Regional SP2 da CNBB, com a participação dos Bispos, Padres Coordenadores Diocesanos de Pastoral, Padres Assessores e leigos coordenadores das pastorais das oito Dioceses que compõem a Sub-Região SP2: Campo Limpo, Guarulhos, Mogi das Cruzes, Osasco, Santos, Santo Amaro, Santo André e São Miguel Paulista.

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Esta manhã de estudo, reflexão e troca de experiência contou com a assessoria do Monsenhor Antônio Luiz Catelan Ferreira, assessor da Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé da CNBB, que desenvolveu o tema: “Desafios da Pastoral de Conjunto no ambiente urbano”.

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Após a oração da Hora Média, presidida por Dom Edmilson, presidente do SP2, Dom José Negri, bispo de Santo Amaro, acolheu a todos e a seguir Mons. Joaquim, secretário do SP2, passou a palavra para o assessor que, após desenvolver o tema proposto, apresentou duas questões a serem refletidas e respondidas nos oito grupos que foram formados: 1. Como, a partir das considerações apresentadas pelo assessor, a Igreja pode fazer-se mais presente no ambiente urbano? 2. Como implantar a pastoral de conjunto na Pastoral Urbana? Após a apresentação dos trabalhos dos oito grupos em plenária, Mons. Antônio Luiz fez uma síntese e conclusão dos trabalhos. Dom Edmilson agradeceu a todos e encerrou o encontro com a oração e convite para o almoço.

Abertura do ano letivo do Instituto de Teologia

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No dia 14 de fevereiro, às 20h, no Instituto de Teologia São Miguel deu-se a abertura do ano letivo de 2017 com a presença do bispo diocesano, Dom Manuel Parrado Carral, do diretor e membros do corpo docente e dos alunos. A aula inaugural foi proferida por Dom Paulo Antonino Mascarenhas Roxo, Bispo Emérito de Mogi das Cruzes. Dom Paulo discorreu sobre a importância do estudo da Teologia para o laicato católico para aprimorar sua participação na vida da Igreja. Neste ano o Instituto conta com 23 alunos no terceiro ano, 33 alunos no segundo ano e 64 alunos no primeiro ano.

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Diocese ordena diáconos

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Em celebração Eucarística presidida por Dom Manuel Parrado Carral, na Catedral de São Miguel Arcanjo, no dia 11 de fevereiro, memória de Nossa Senhora de Lourdes, às 9h30, foram ordenados diáconos para a Diocese os seminaristas Diego Nascimento Silva e Leandro Ferreira Domingos. A Diocese acolheu com alegria padres, diáconos, seminaristas e grande número de fiéis que vieram de nossas comunidades paroquiais e de outras dioceses.

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Em sua homilia o bispo diocesano discorreu sobre as leituras, sobre o ministério dos diáconos e refletiu sobre os lemas escolhidos pelos ordenandos: Diácono Diego Nascimento Silva: “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao Teu nome dá glória, por teu amor e tua verdade”. (Sl 113); Diácono Leandro Ferreira Domingos: “Em tuas mãos, Senhor, como barro nas mãos do oleiro”. (Jr 18,6)