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Caros Padres, Diáconos, Religiosos/as, Agentes de Pastoral e fiéis leigos e leigas:

Paz e Bem!

“Ouve a minha súplica e sê propício à tua herança: transforma o nosso pranto em alegria, para que, vivendo, louvemos o teu nome, Senhor. Sim, não feches a boca dos que cantam o teu louvor!” (Est 4,17)

Todos estamos conscientes do quanto a Pandemia do novo coronavírus tem afetado nossa cidade, o Brasil e o mundo. A Igreja, presente nele, não está alheia a esta realidade. Ela mesma se vê também afetada de muitos modos, afinal “as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo; e não há realidade alguma verdadeiramente humana que não encontre eco no seu coração” (GS 01).

O compromisso com a vida de nossos irmãos e irmãs levou-nos a assumir atitudes que, embora dolorosas, fizeram-se e ainda se fazem necessárias para o enfrentamento da Covid-19, que tanto sofrimento já causou e ainda causa em nosso povo. Em vista disso, lançamos diversos comunicados, notas e mensagens, a saber: no dia 14/03, para orientar sobre os cuidados a serem tomados nas celebrações, de modo a prevenir o contágio do novo coronavírus; no dia 18/03, suspendendo, em decorrência da pandemia, nossa Assembleia Diocesana de Pastoral para o 7º Plano Diocesano de Pastoral e também a Caminhada da Ressurreição, na Páscoa; no dia 20/03, a circular suspendendo todas as celebrações litúrgicas com participação dos fiéis nas paróquias e comunidades da Diocese no período de 23/03 a 13/04; no dia 21/03, a nota reiterando a suspensão, agora por tempo indeterminado, das celebrações litúrgicas presenciais, reuniões e encontros pastorais, com base numa Liminar expedida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo em 20/03; no dia 27/03, a mensagem pastoral sobre a Indulgência Plenária concedida pelo Papa Francisco em razão da pandemia; no dia 02/06, a divulgação, no site da nossa Diocese, das orientações litúrgico-pastorais da CNBB para as celebrações dos sacramentos no contexto da pandemia; no dia 12/06, a divulgação da aprovação do protocolo que as dioceses da cidade de São Paulo enviaram à Prefeitura para a reabertura das Cúrias diocesanas, secretarias e escritórios da Igreja na cidade; no dia 29/06, a mensagem pastoral na qual, com base na escuta dos padres coordenadores dos setores pastorais da Diocese, prorrogamos, por mais um período, a reabertura das igrejas para missas e celebrações com participação dos fiéis e pedimos para que se iniciassem as adequações necessárias em nossas paróquias e comunidades para uma futura retomada das mesmas.

Tendo em vista as necessidades espirituais de nossas comunidades e também a grande importância das celebrações presenciais para o nosso sentido de pertença e para saciar a fome da Palavra e da Eucaristia, tão sentidas pelo nosso povo, julgamos oportuno iniciar gradualmente o processo de retomada das missas com a participação dos fiéis. Contudo, quero frisar que tal decisão não significa, de modo algum, que estamos livres dos riscos que a propagação da Covid-19 causa e ainda poderá causar. Portanto, a retomada gradual das missas aqui mencionada deverá ser acompanhada pela observância dos critérios e orientações dadas pelas autoridades sanitárias para evitar o contágio da nova doença. Além disso, onde, por razões sérias, baseadas na observação de uma determinada realidade paroquial em que o risco é muito grande, houver dúvidas quanto à oportunidade para o início deste processo de retomada, o discernimento dos párocos e de seus agentes pastorais poderá adiar ainda um pouco mais o recomeço das celebrações presenciais, evitando qualquer temeridade.

Enfim, com base no que acima foi exposto e tomando em consideração as Orientações da CNBB e o que colocam as autoridades da área da Saúde, determinamos, a partir da data da publicação deste comunicado (20/07), no contexto de nossa Diocese, a observância, sobretudo, dos seguintes critérios:

PARA AS MISSAS E CELEBRAÇÕES DA PALAVRA:

1) As pessoas que pertencem ao grupo de risco para a Covid-19, tais como idosos, doentes crônicos ou imunossuprimidos são exortados a acompanharem as celebrações eucarísticas pelos meios de comunicação, tais como as TVs católicas ou transmissões online via internet.

2) O uso de máscaras é obrigatório dentro e fora da igreja; antes, durante e depois das celebrações. A máscara será retirada somente quando o fiel for levar a Santa Comunhão à boca.

3) Quanto possível, faça-se a verificação da temperatura corporal dos que chegam para as celebrações, através de termômetros a laser. Aqueles que apresentarem quadros febris, ou febre propriamente dita, sejam exortados a retornarem para casa.

4) Evite-se qualquer tipo de aglomeração nas entradas e também saídas das igrejas, antes e após o término das celebrações e organizem-se marcações para que os fiéis mantenham o distanciamento ao chegarem e ao saírem.

5) Não haja distribuição de papéis ou folhetos litúrgicos e nem compartilhamento de objetos entre os fiéis.

6) Tanto antes, quanto durante ou depois das celebrações, evite-se contato físico, tais como abraços, apertos de mão etc. O tradicional abraço da paz será omitido na celebração.

7) Antes e após as celebrações cuide-se de fazer a higienização e desinfecção de todos os objetos litúrgicos, livros, microfones e do próprio espaço celebrativo e, para tanto, haja um espaço de tempo de duas horas entre as celebrações, de modo também a evitar o cruzamento entre as pessoas que saem e as que chegam para as missas ou celebrações da Palavra. As igrejas estejam abertas e ventiladas.

8) Mantenha-se o distanciamento de, no mínimo, um metro e meio entre os fiéis e, para tanto, sinalizem-se os bancos e/ou cadeiras.

9) As celebrações não devem ultrapassar 1h (uma hora) de duração.

10) Haja cartazes ou banners com orientações visíveis para todos a respeito das normas higiênicas e de distanciamento a serem observadas nas igrejas. Haja também álcool em gel 70% nas entradas e saídas da igreja para a higienização das mãos dos fiéis.

11) Os donativos e ofertas sejam feitos ao final das celebrações com os devidos cuidados com a higiene.

12) Na fila para a Santa Comunhão os fiéis sejam orientados a manterem distâncias uns dos outros.

13) A Santa Comunhão seja dada numa só espécie e exclusivamente na mão, orientando os fiéis a estender o braço para recebê-la e não tocar a mão do celebrante ou dos ministros que fazem a distribuição, comungando imediatamente.

14) Ao término das celebrações, exortem-se os fiéis a saírem da igreja começando pelos que estão ao fundo e assim sucessivamente.

15) Conforme prevê o Termo de Compromisso de Cooperação da Bancada Cristã da Câmara Municipal de São Paulo com a Prefeitura de São Paulo, será permitida a ocupação de 40% da capacidade da igreja e o número de assentos disponíveis deve ser afixado na entrada.

16) Manter os recipientes de água benta da igreja vazios.

PARA OS DEMAIS SACRAMENTOS (Batismo, Reconciliação, Crisma, Matrimônio e Unção dos Enfermos):

1) Vale tudo quanto foi exposto acima no que diz respeito ao distanciamento e higiene, uso de máscara e demais cuidados.

2) Quando houver Batismos, observar o quanto foi disposto pelas Orientações da CNBB.

3) Para a Unção dos enfermos também vale o quanto dispõe as Orientações da CNBB.

4) Para o atendimento de Confissões: mantenha-se o devido distanciamento entre o padre e o penitente, o uso de máscaras por ambos e cuide-se da preservação do sigilo.

Como já mencionado em meu Comunicado de 06 de julho de 2020, em princípio, estão suspensas até o fim deste ano, as Celebrações de Crisma. Ficam ainda suspensos os encontros presenciais de Catequese infantil, de Crisma e de Adultos até segunda ordem.

Reuniões que sejam de extrema necessidade sejam feitas, se possível, por meios digitais e, onde isto não for possível, procure-se reduzir ao máximo o número de participantes, escolher um local amplo e arejado e manter o distanciamento de um metro e meio entre as pessoas, uso obrigatório de máscaras de proteção e disponibilizar álcool em gel 70% no local, para higienização.

Suplicando ao Senhor da Vida, nosso Salvador Jesus Cristo, que estenda sua mão cheia de ternura sobre todos, especialmente os doentes, e que faça cessar esta pandemia, e invocando a intercessão de Nossa Senhora da Penha, saúde dos enfermos, e de São Miguel Arcanjo, padroeiro de nossa Diocese, reitero minha proximidade a todos os filhos e filhas desta nossa Igreja Particular e dou-lhes a minha bênção.


São Paulo, 20 de julho de 2020.


Dom Manuel Parrado Carral
Bispo Diocesano de São Miguel Paulista

(clique aqui para acessar o Comunicado oficial, assinado pelo bispo diocesano)