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Jubileu de restauração da Ordem das Virgens na Igreja

(1970-2020)

“O Reino do Céu é semelhante a um tesouro escondido num campo, que uma pessoa encontra. Cheia de alegria, vai, vende tudo o que possui e compra o campo” (Mt 13,44).

“A Ordem das Virgens - um Tesouro Escondido”. Em 8 de junho de 2018 a Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, com aprovação do Papa Francisco, publicou a Instrução Ecclesiae Sponsae Imago – sobre a Ordo Virginum.

Logo no início o documento afirma que, na Igreja Primitiva, nos tempos Apostólicos, encontramos “mulheres que, correspondendo ao carisma nelas suscitado pelo Espírito Santo, com amor esponsal dedicaram-se ao Senhor Jesus na virgindade, para experimentar a fecundidade espiritual da relação íntima com Ele e dela oferecer os frutos à Igreja e ao mundo.”

“Nos primeiros três séculos, numerosíssimas foram as virgens consagradas que, para permanecerem fiéis ao Senhor, sofreram o martírio. Entre elas, encontram-se Águeda de Catânia, Luzia de Siracusa, Inês e Cecília de Roma, Tecla de Icônio, Apolônia de Alexandria, Restituta de Cartago, Justa e Rufina de Sevilha”.

"Enquanto nos primeiros séculos as virgens consagradas viviam geralmente no âmbito das próprias famílias, com o desenvolvimento do monarquismo cenobita, a Igreja associou a consagração virginal à vida comunitária e, portanto, à observância de uma regra comum e à obediência a uma superiora. No decurso dos séculos, a forma de vida originária da Ordo Virginum, com seu característico enraizamento na comunidade eclesial local sob a guia do Bispo Diocesano, desapareceu progressivamente.”

A 31 de maio de 1970, a Sagrada Congregação para o Culto Divino, por mandato do Papa São Paulo VI, promulgou o novo Ritual da Consagração das Virgens, renovado segundo as disposições do Concílio Ecumênico Vaticano II (1962-1965). Desde então, como na Igreja Primitiva, é possível celebrar solenemente a Consagração Virginal de mulheres que permanecem no seu contexto de vida comum, radicadas na sua Igreja Particular, sob a orientação do Bispo Diocesano. Elas não formam grupo organizado, mas individualmente se consagram, pondo-se à disposição de sua diocese para o serviço a Deus e aos irmãos.

Em nossa Diocese de São Miguel Paulista temos 16 consagradas segundo o Rito da Ordem das Virgens. Envio a cada uma a certeza de minha presença de pastor neste momento de distanciamento social. Que cada uma, neste significativo jubileu, reaviva a sua alegria de pertencer totalmente a Jesus Cristo e de dedicar sua vida a serviço da Igreja e dos irmãos. Que a Virgem Maria acompanhe a cada uma nesta caminhada. Envio a cada Consagrada minha especial bênção como penhor das graças de Deus e a certeza de minhas orações.

Dom Manuel Parrado Carral
Bispo Diocesano de São Miguel Paulista